domingo, 13 de abril de 2014

Leitura IMPORTANTÍSSIMA para a aula!

http://nabuska.blogspot.com.br/2012/12/aculturacao-e-assimilacao.html

quinta-feira, 6 de março de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Manipulação de Massa




As 10 estratégias de manipulação midiática

1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

* Linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts

Nota do Viomundo: este texto foi reproduzido da Adital onde constava como autor Noam Chomsky. Mas três leitores nos alertaram que o verdadeiro seria Sylvan Timsit. Fomos checar. Consta realmente nos links indicados Sylvam Timsit. Acontece que buscamos mais dados sobre Sylvain Timsit e estranhamente não achamos ainda informações consistentes.

Atividade

Escolha uma das estratégias acima e pesquise outro texto que estabeleça relação intertextual com o fragmento escolhido.
LIBERDADE

Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se tem até morrido com alegria e felicidade.
Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a
liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam
"Liberdade, Igualdade e Fraternidade! "; nossos avós cantaram: "Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil!"; nossos pais pediam: "Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós", e nós recordamos todos os dias que "o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria..." em certo instante.
Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela. 
Ser livre como diria o famoso conselheiro... é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.) 
Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes.
Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir (As vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...) 
Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...
Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida. 
E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos! ...
São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.
Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...

(Texto extraído do livro "Escolha o seu sonho", Editora Record Rio de Janeiro, 2002, pág. 07).

Para Refletir!

1. Defina "LIBERDADE", para você, destacando seu grau de importância.

2. Quais são as semelhanças e diferenças entre sua concepção de "LIBERDADE" e a da autora Cecília Meireles? Justifique.

3. Comente a diferença do ideal de liberdade, apresentado no texto, no transcorrer da história.





Asas e gaiolas


Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O
 que elas amam são pássaros
em voo. Existem para dar aos pássaros 
coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer,porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

domingo, 9 de fevereiro de 2014


Pequeno Projeto Didático


VOZ!

 Motivo
                             Nossas crianças são educadas para serem simples reprodutoras de ideias e atitudes. Não são VOZ! É objetivo do presente projeto que percebam a situação e que desejem mudar. Contudo, para serem VOZ, é preciso discernimento. Tentar-se-á, portanto, desenvolver atividades que desenvolvam e solidifiquem as habilidades necessárias para tanto. 

Quadros síntese dos Objetivos, Conteúdos, Atividades e Avaliação

Objetivo 1
Argumentar de maneira consistente acerca dos temas propostos.
C. Conceitual
Tipologia textual – Argumentação. Gêneros textuais do tipo argumentativo. Tópico frasal.
C. Procedimental
Debate regrado. Leitura e interpretação de textos. Produção textual.
C. Atitudinal
Saber ouvir. Posicionar-se criticamente.
Atividade
Exposição oral. Apresentação. Roda de conversa. Produção de texto.
Avaliação
Participação durante as atividades e produção escrita.

Objetivo 2
Escolher os textos mais adequados para socialização e discussão com os colegas.
C. Conceitual
Meios de comunicação de massa. Alienação. Charge.
C. Procedimental
Análise e produção de texto.
C. Atitudinal
Ser solidário. Posicionar-se criticamente.
Atividade
Debate regrado. Roda de conversa. Análise de textos. Produção textual.
Avaliação
Participação durante as atividades e produção escrita.

Objetivo 3
(Re) Conhecer e utilizar conceitos referentes a aspectos semânticos da língua portuguesa.
C. Conceitual
Textos não-verbais. Figuras de linguagem. Paródia.
C. Procedimental
Leitura compartilhada. Pesquisa.
C. Atitudinal
Responsabilidade. Criatividade.
Atividade
Apresentação de seminário. Produção de Paródia.
Avaliação
Trabalho escrito. Apresentação. Paródia.

Objetivo 4
Analisar a norma padrão em funcionamento no texto.
C. Conceitual
Pontuação. Estrutura da oração e período. Coerência e coesão.
C. Procedimental
Análise de tabela avaliativa. Pesquisa. Estudo de casos.
C. Atitudinal
Atenção.
Atividade
Jogo “A que regra pertence?”. Correção coletiva de textos.
Avaliação
Jogo. Exercícios (resolução e elaboração). Produção escrita.

Fator de Mobilização
Alimentação e participação no blog da turma.

Plano de Atividades / Cronograma
    1º Dia
 Ø  Apresentações (pessoais; das expectativas; do projeto; da rotina (iniciar a aula com uma frase reflexiva; leitura de poemas ou fragmento de textos, seguidos explanações; finalizar a aula com momento destinado a leitura e “tira dúvidas”)).
 Ø Revisão dos conceitos de “Conotação e Denotação”.
 Ø Divisão da sala em grupos para apresentação de seminários sobre “Figuras de Linguagem”.
 Ø Frase para reflexão e apresentação das etapas de leitura.
 Ø Texto “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”, de Rubem Alves – Roda de conversa e aplicação das etapas de leitura.
 Ø Tendo como base o texto, introduzir a ideia de argumentação (O que é? Estrutura básica).
 Ø Música “Admirável Chip Novo”, Pitty – Leitura, socialização das ideias e levantamento dos elementos do texto argumentativo presentes na música.

2º Dia
Ø  Impressões iniciais sobre o Blog.
Ø  Retomada da música “Admirável Chip Novo” para discussão sobre alienação.
Ø  Conceito de alienação.
Ø  Apresentação de charge (conceito, leitura e interpretação).
Ø  Debate: “Sociedade do ‘fast food’ mental”.
Ø  Sistematização das ideias abordadas – produção de charge.

3º Dia
Ø  Recompor o texto “Liberdade”, de Cecília Meireles.
Ø  Leitura e interpretação do texto.
Ø  Conceito de “Coerência e Coesão”.
Ø  Correção coletiva de texto.
Ø  Estrutura da oração e período.
Ø  Exercícios de fixação.

4º Dia
Ø  Textos “Dez estratégias utilizadas pela mídia”, de Avram Noam Chomsky (formação de dez grupos para leitura e apresentação de uma das estratégias. Validação, ou não, do texto).
Ø  Apresentação do gênero “Artigo de Opinião” – Produção de Introdução.
Ø  Leitura individual dos romances recebidos.
Ø  Roda de conversa sobre os livros.

5º Dia
Ø  Tópico frasal – conceito.
Ø  Parágrafo de desenvolvimento.
Ø  Leitura individual dos romances recebidos.
Ø  Roda de conversa sobre os livros.
Ø  Jogo “A que regra pertence?”

6º Dia
Ø  Correção coletiva de parágrafos produzidos pela turma.
Ø  Parágrafo de conclusão e entrega das redações.
Ø  Leitura individual dos romances recebidos.
Ø  Roda de conversa sobre os livros.
Ø  Textos Aloha (Legião Urbana); “O poder dos meios de comunicação de massa”; “A importância dos meios de comunicação de massa” e charges sob a temática em questão – Discussão e análise comparativa.

7º Dia
Ø  Apresentação dos seminários.
Ø  Música “Geração Coca Cola”
Ø  Avaliação do módulo.

Avaliação
ü  Objetivo IArgumentar de maneira consistente acerca dos temas propostos.
Indicador I – Durante as atividades em que as crianças tenham que expor ideias (escrita e oralmente), será analisada a escolha de argumentos e a contextualização da situação.
Momento / Forma – Análise das exposições e entrega de material escrito.

ü  Objetivo IIEscolher os textos mais adequados para socialização e discussão com os colegas.
Indicador I – Os alunos deverão pesquisar, selecionar e escolher textos que sejam coerentes com as propostas apresentadas, assim como comentar a produção dos colegas.
Momento / Forma – Observação e análise das participações. Correção da atividade escrita.

ü  Objetivo III(Re) Conhecer e utilizar conceitos referentes a aspectos semânticos da língua portuguesa.
Indicador I – O aluno consegue identificar os conceitos estudados nos diferentes textos que circulam na nossa sociedade.
Momento / Forma – Participação e produção.

ü  Objetivo IVAnalisar a norma padrão em funcionamento no texto
Indicador I – Aplicação dos conceitos trabalhados em sala.
Momento / Forma – Apreciação da dinâmica e entrega de material escrito.

Encerramento e Duração
Embora o módulo seja composto de quarenta e duas horas aulas, distribuídas em sete dias, objetiva-se não encerrá-lo. O Blog da turma é a forma encontrada de continuidade do trabalho.